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Yuppie Flu - Automatic But Static
Bem, eu tinha feito um review bacaninha sobre eles, descrevendo cada música desse álbum e minhas percepções sobre elas. E o que aconteceu? Uma bendita queda de energia, pois bem, ela venceu, não vou reescrever nada, talvez depois. Por enquanto basta saber que já na primeira música vc tem a nítida impressão de estar ouvindo pavement, essa impressão se repete no decorrer do cd mas sem parecer que a banda ta tentando parecer com os seus ídolos. As músicas são emocionantes, bonitas, algumas chegam quase a ser dançantes fazendo mais ou menos aquilo que eu imagino que o The Strokes tenta fazer, o álbum todo é inesperado, de vez em quando chega a ser pop mas sem deixar de ser genial. Um grande álbum de uma grande banda. Da Itália os caras. Recomendo. Sem contra-indicações. Perfeito pra quem curte rock alternativo, low-pop(isso existe?), indie... enfim, baixem aí pra ver(ou ouvir, o que for mais propício).

http://rapidshare.com/files/45832966/_1997__Automatic_But_Static.rar
...em plena crise de abstinência, isso é uma doença, ô se é...
Escrito por mim mais ou menos às 23h29
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O mundo fica mais estranho a cada dia que passa. Legal né?
Desencontros, doenças, Danny, stress, showzinho, Olaf, pudim, estrelas, travestis, Milla, amor, clipes, Allan, revelações, Daniel, cerveja, desaparecimentos, Martin, risadas, Gunnar, mortos, disfarces, vacas, Sushi, expowit, Mayra, montinhos, brincadeiras, Denis, revoluções, Strotz, tapinhas, Maurício, hippies, mais um pouquinho de amor, talvez mais um pouquinho de cerveja e alguns detalhes sórdidos. Tudo devidamente misturado e está pronto um final de semana foda com pessoas fodas.
É, você tem razão, são esses momentos que fazem a vida valer a pena. Esses instantes nos quais você pode esquecer tudo ao seu redor e simplesmente ser feliz, deitar no gramado e olhar as estrelas ao som de pessoas que você ama tocando teenage fanclub. E você sabe que nada no mundo pode estragar esse momento. Bem, a não ser talvez um atropelamento, essas coisas sempre acontecem.
E isso fica tão mais fácil com você(s)...
Ah, eu podia tentar descrever, podia falar sobre milhões de coisas... mas quem precisa saber já sabe.
Obrigado aos garotos e garotas que tem me mantido feliz durante os últimos tempos.
(desculpas sinceras pra quem eu mantive triste por tanto tempo)
...sim, eu tenho q usar um blog como diário pq há muito tempo q eu destruí minha memória... ...mas tem coisas q eu não vou esquecer não...
Escrito por mim mais ou menos às 22h43
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Ana Karenina – Leon Tolstoi
Um livro interessante, a primeira metade do livro é muito boa, um romance bacana servindo de pano de fundo para uma série de abordagens sobre os mais diversos temas, dês de questões como a reforma agrária e a situação dos trabalhadores rurais até questões como a morte, a fé entre outras. A segunda parte do livro sofre por uma quebra no ritmo, a estória se torna devagar, beirando a monotonia e com isso dificulta ao leitor aquela coisa de entrar na pira do livro. Apesar disso o romance tem um desfecho bem original. Não gostei das conclusões às quais o autor chega no fim do livro mas há trechos no capítulo final com os quais eu me identifiquei bastante. Segue um exemplo:
(...)Desde o momento em que, junto do irmão moribundo, Levine intervinha o problema da vida e da morte à luz das novas convicções, como ele lhes chamava, que dos vinte aos trinta e quatro anos tinham substituído as crenças da sua infância, a vida aparecera-lhe mais terrível ainda que a morte. Donde vinha ela? O que significava? Por quê nos tinha sido dada? O organismo, a sua destruição, a indestrutibilidade da matéria, as leis da conservação e do desenvolvimento das forças, as palavras e as teorias científicas que se lhes ligavam, eram sem dúvida interessantes no ponto de vista intelectual, mas qual seria a sua utilidade no decorrer da existência?
E Levine, semelhante a um homem que, por um tempo frio, tivesse mudado um quente agasalho por uma roupa leve, sentia, não pelo raciocínio, mas por todo o seu ser, que estava nu, despojado e destinado a morrer miseravelmente.
Desde então, sem mudar em nada a sua vida exterior e sem quase ter consciência disso, Levine não cessou de experimentar o terror da sua ignorância, tristemente convencido de que o que ele chamava de “suas convicções”, longe de o ajudarem a esclarecer-se, lhe tornavam inacessíveis os conhecimentos de que ele experimentava uma necessidade imperiosa.(...)
Ultimamente é mais ou menos assim que eu me sinto. As minhas convicções são cada vez menos convictas, tenho a cada dia que passa uma sensação mais forte de estar vagando sem rumo por aí. Pareço saber cada vez menos, sou cada vez mais confuso e inconstante. Na verdade eu parei inclusive de procurar as respostas porque nem me lembro mais de quais eram as perguntas.
...mas para um primeiro contato com Tolstoi eu continuo recomendando “A Morte de Ivan Ilitch”.
Escrito por mim mais ou menos às 23h48
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