repolho frito


Luz, câmera...

 

 Há quatro estágios muito interessantes na vida de uma pessoa: alienação, conformismo, inconformismo e ação.

 Alienação: bem, alienação não deve nem ser considerado “vida”, acontece quando  as circunstancias regem a sua vida e não o contrário,  quando você é apenas arrastado pela vida sem perceber muito o que realmente acontece a sua volta. É algo muito próximo ao instinto animal, aquela velha coisa: Você nasce, cresce, se reproduz e morre.

 “Não há nada a ser feito”.

 Conformismo: diferente da alienação, nesse estágio você percebe o que acontece a sua volta, você conhece o efeito estufa, você até entende algo sobre economia, política e sobre as mais diversas áreas, você percebe o rumo que a humanidade se tornou e sabe que não é bom. Mas fazer o que? Não foi você que escolheu que as coisas terminassem assim.

 “Não há nada que possamos fazer”.

 Inconformismo: é muito parecido com o estágio anterior, as informações que você tem são boas, você também conhece a situação em que nos encontramos e por isso mesmo se sente mal, você não quer que continue assim, você reclama bastante e não gosta do que vê.

 “Alguma coisa precisa ser feita”.

 Ação: nesse estágio você finalmente deixa de lado o seu baseado, sua fé e o seu dinheiro e efetivamente luta por aquilo que você acredita ser o melhor para você como indivíduo e para a sociedade. É claramente (ao menos pra mim) a forma mais “digna” de viver a vida.

“Eu faço algo”

 

 Onde você se encaixa? Escrevendo isso eu percebi que não estou bem onde gostaria. É claro que não existem somente quatro etapas, seria muita inocência minha pensar assim, mas para simplificar o raciocínio separei apenas em quatro estágios.

 Bem, se alguém é completamente alienado não sabe que o seu modo de vida está destruindo o mundo e, portanto nem pode ser tão recriminado assim. Acontece que geralmente as pessoas que fazem mais estrago não se enquadram aí.

 As próximas duas etapas sim são um grande problema. É aí que se encontra a grande massa. Pois num mundo de tecnologia o acesso a informação não é mais um problema. E se você já ouviu falar em desmatamento, em efeito estufa, em extinção de milhares de espécies, em aquecimento global, etc, e acha que pode continuar sua vida do jeito que ela é hoje você certamente é um grande monte de estrume, não têm valor nenhum. Você faz parte do grande câncer do mundo* (a humanidade) e merece ser exterminado.

 Se você é um indivíduo de ação, bem, não terá com certeza uma vida fácil, vai ser ridicularizado, vai ter que deixar de lado muitos confortos, vai perder amigos e assim por diante. Mas será alguém digno de admiração... hehe... mas... nunca vai ser admirado... se fudeu... agora falando sério... você quer mesmo ser um monte de estrume?

 

 *como já dizia meu amigo Olaf.

 

 ...my ass is on fire...   HUH... th th txx tu ha ha...



 Escrito por mim mais ou menos às 16h06
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Escravidão

 Falávamos sobre a vida ontem, sobre filosofia e sobre muitas coisas. É legal como isso se tornou algo freqüente, é legal como nós nos tornamos mais atentos ao que acontece a nossa volta.

 Bem, como eu ia dizendo, foi no meio de uma dessas conversas ontem que me dei conta de como somos bobos. Chega a ser engraçado pensar em como gastamos o nosso tempo por aqui. Sabe, agente é completamente dependente do mundo moderno. A tecnologia aparentemente facilita e muito nossas vidas, mas tira a nossa liberdade. Principalmente se levarmos em conta o que temos que fazer pra ter esse conforto. Trabalhamos doze horas por dia a semana toda, levamos serviço pra casa, temos metas praticamente inalcançáveis para cumprir, temos que nos vestir e nos portar de maneira padronizada, não temos tempo de amar, não temos tempo de desenvolver nosso caráter, nossas aptidões e o que é pior, mal temos tempo de perceber tudo isso.

 Foi quando surgiu mais uma vez a idéia. “Vamos então nos reunir, plantar uma horta, umas árvores, podemos ter uma vaca e tal, trabalhamos um pouco nisso e teremos o resto do dia para fazer música, ler, pensar, desenhar, amar... Viver”.

 Não seria uma vida tão confortável, não usaríamos roupas diferentes todo final de semana nem compraríamos o último dvd player que toca música tridimensional. Mas e daí? Agente pode se sentar em um círculo com nossos violões gaitas e flautas e fazer nós mesmos a porra da música.

 “Vamos fazer isso durante um ano, se não der certo desistimos, voltamos cada um para a sua vida medíocre, não perdemos nada com isso, um ano não é muita coisa, um ano não é nada pra quem está jogando um após o outro na lixeira mesmo”.

 Alguém discorda de que isso seria uma experiência de vida maravilhosa?

 Agora resta saber até que ponto já nos acomodamos e nos acostumamos com o nosso “destino”, resta saber quão fortes são as correntes que nos mantém presos.

 Eu faço uma idéia do quanto já somos “domesticados”. Por isso mesmo o texto está cheio de “seríamos”, “poderia”, “usaríamos”...

 Somos tão idiotas.

 

 ...já procurou debaixo da cama? sim mamãe, mas não ta lá...



 Escrito por mim mais ou menos às 12h54
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Comunicado

 É bom saber.

 Escrito por mim mais ou menos às 23h17
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Transmutações Sensoriais

 

 Um dia um filósofo (não lembro ao certo quem foi... alguma dica?) afirmou que nunca vemos o mesmo rio duas vezes, já que quando vemo-lo pela segunda vez na verdade não há mais vestígio das águas que estavam lá da primeira. Bem, seguindo esse raciocínio eu acho que o mesmo é valido para nós como pessoas, não encontramos a mesma pessoa duas vezes. O seu amigo de hoje, já vai ter sofrido novas influências, novas percepções, impressões e noções do mundo, da vida e de tudo o mais antes de você encontrá-lo novamente. Ou seja, ele já não será o mesmo, e isso sem falar das transformações físicas, das células novas, etc.

  Já não aconteceu com você de passar a odiar ou a ignorar alguém por quem você sentia amor antes? Ou então de você tomar uma decisão convicta de fazer algo diferente na sua vida e não dar mais bola pra essa decisão dois dias depois? Não acho que isso queira dizer que não foi uma decisão sincera, nem que não tenha sido sábia, mas sim que dois dias depois daquilo você já não é a pessoa que tomou tal decisão.

 Isso me faz pensar se eu tenho o direito de prometer alguma coisa a alguém. Pois como poderei ter certeza de cumprir a promessa depois? Por mais certo que eu esteja no momento que nunca quebrarei tal promessa (e não o farei mesmo), o “eu seguinte” poderá fazer isso sem qualquer remorso.

 Bem, acho que isso explicaria em grande parte as juras de amor eterno, os casamentos e as amizades felizes indo “por água abaixo”. Isso e muito mais...

 Eu sei que minhas decisões no primário me afetam até hoje, sei também que as pessoas com quem eu convivi naquela época ainda exercem certa influência sobre a minha vida hoje. Mas não, definitivamente não fui eu aquilo. E não serei eu daqui a pouco, e quem sabe não seja por isso que eu não consigo guardar na memória coisas que pareciam ser tão importantes, pois essas mesmas coisas seriam absurdas para mim agora.

 Não pretendo com isso me afastar da responsabilidade das minhas decisões passadas, talvez de certa forma haja alguma essência básica de Ricardo que continue imutável e presente em todos esses momentos. Mas a metamorfose constante é um fato inegável.

 Isso resume porque às vezes sentimos vontade de amar o mundo e às vezes optamos por torturar e matar nossos semelhantes. E alguma dessas duas coisas está errada? Não. Talvez o mais racional seja justo o que pareça ir completamente contra a natureza... mas isso será assunto para um outro tópico.  

 

 ...eu prefiro seeerr, essa metamorfóse ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo, sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei quem sou(e assim por diante)...



 Escrito por mim mais ou menos às 19h59
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Lembranças

 A maioria das coisas são esquecidas, outras ficam pra sempre e em meio a uma overdose de lembranças eis que me aparece essa cena, cena que se repetiu algumas vezes e por mais tola que possa parecer tornou a minha vida melhor:

 tchchchc

Eu queria que alguém,
Me dissesse alguma coisa
Que eu ainda não sei
Que alguma coisa boa
Vai acontecer
É só esperar prá ver


Poooor Favoooor me traga
Uma notícia boa(porrada no volante)
Poooor Favooooor me traga
Uma Notícia(tosse, porrada, tosse)
Mas que seja boaaaaaaaaaaa(risadas, tosse)
Um telefonema, uma carta(murmúrios)
Um programa de TV podem lhe trazer
O que você mais deseja
Eu sei que pode parecer besteira
Mas tem gente espera
Uma vida inteira
Até ela chegar

Poooor Favoooor me traga
Uma notícia boa(mais porrada no volante, insistentemente)
Poooor Favooooor me traga(cerveja no volante, no banco)
Uma Notícia(risos,tosse, porrada, tosse)
Mas que seja boaaaaaaaaaaa(risadas, tosse)

 a música acaba(ao som do volante... porrada porrada porrada)


 

Daí é assim, se vc não sabe do q eu to falando não enche o saco, se vc vai falar da música vai fazer isso só pra encher o saco tmb.

 e como nunca é tarde...

 Pisou na bola, ta extinto!



 Escrito por mim mais ou menos às 01h26
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Ja foi tudo isso aqui ó
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